Aproxima-se o outono na Cidade das Torres e observo a bela mudança de clima e sentimentos. É óbvio que prefiro o calor ao frio, mas acredito que a baixa temperatura e o vento gelado são convidativos a uma auto reflexão e maior observação do contexto inserido. Entretanto o frio nos deixa meio que antissociais, presos ao círculo doméstico e indisponíveis a grandes mobilizações. Mesmo assim tanto o outono quanto o inverno, possuem uma única face mutável e renovada da natureza revelando belas e encantadoras paisagens, noites intensas e de lua brilhante, associada a luzes incansáveis das estrelas visíveis.
Esta época convida a todos a observar os detalhes e projetar a própria vida a luz do testemunho do ambiente, da natureza. Como cada parte no universo é impar, também somos impares, e reagimos ao meio a partir dos fundamentos adquiridos, revelando belas ou distintas imagens de nossa personalidade, que nada mais é do que ilustrar a diversidade de nosso espírito. Nestas próximas estações tudo aparenta ser mais sensível e por consequência, importante. Em um dia de inverno não é o sol ou a lua o mais destacado, mais cada nuance do tempo espelhando a minuciosa beleza do meio ambiente.
O que depois disso tudo quero dizer é: reagimos ao ambiente pois somos inseparáveis dele e por obrigação devemos valorizar nossas mudanças e não reprimi-las. Se a natureza nos testemunha que a criação é livre, renovável, interdependente e bela, também somos livres, renováveis, sociáveis e belos. Que tenhamos uma intensa experiência de nos conhecer e reconhecer o nosso ambiente durante os próximos meses. Feliz Outono e Inverno a todos.















